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Drummond, um gauche na vida
O aniversário do poeta Carlos Drummond de Andrade foi comemorado em todo Brasil. Com o texto abaixo, o também poeta José Carlos, de Jequié, também lembra a importância do mineiro que continua vivo em suas obras e na memória dos amantes da poesia.
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Em 31 de outubro de 1902, nascia, na pacata cidade de Itabira, em Minas Gerais, o menino Carlos Drummond de Andrade, que se tornaria mais tarde uma referência na poesia e também na prosa moderna, no Brasil e no mundo. O próprio poeta declara a sua sina quando em o “Poema de Sete Faces” afirma:
“Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.”
A palavra gauche (lê-se gôx), de origem francesa, corresponde a "esquerdo" em nosso idioma. Em sentido figurado, o termo pode significar "acanhado", " inepto", “torto”... E, parece-nos que Drummond sentia-se assim diante da vida. Tanto que em seu poema “Confidência de Itabirano” ele deixa expresso o seu jeito acanhado e remete isso à sua origem...
“Alguns anos vivi em Itabira.
Principalmente nasci em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.”
A contribuição literária de Carlos Drummond de Andrade é extensa e de uma qualidade singular, e desde o seu primeiro livro, intitulado “Alguma Poesia” de 1930, seus versos tem marcado gerações e, embora seja considerado por críticos literários, como um poeta difícil, os traços de sua poesia permeiam o nosso cotidiano. Quem não já ouviu trechos do poema “José” na voz de Paulo Diniz ? Ou, quem não tropeçou em uma pedra de “No meio do caminho”?
Se estivesse fisicamente entre nós Drummond completaria 109 anos neste final de outubro. Para quem quiser “vivificar” ainda mais a saudade e as lembranças do poeta, pode acessar alguns sites e seguir de MÃOS DADAS com ele.
- José Carlos Vaz é pai, poeta, cordelista, policial militar, nem sempre nessa ordem...
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CLIQUE NO LINK DO "BLOG GICULT" E LEIA O POEMA "MÃOS DADAS".
“Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.”
A palavra gauche (lê-se gôx), de origem francesa, corresponde a "esquerdo" em nosso idioma. Em sentido figurado, o termo pode significar "acanhado", " inepto", “torto”... E, parece-nos que Drummond sentia-se assim diante da vida. Tanto que em seu poema “Confidência de Itabirano” ele deixa expresso o seu jeito acanhado e remete isso à sua origem...
“Alguns anos vivi em Itabira.
Principalmente nasci em Itabira.
Por isso sou triste, orgulhoso: de ferro.”
A contribuição literária de Carlos Drummond de Andrade é extensa e de uma qualidade singular, e desde o seu primeiro livro, intitulado “Alguma Poesia” de 1930, seus versos tem marcado gerações e, embora seja considerado por críticos literários, como um poeta difícil, os traços de sua poesia permeiam o nosso cotidiano. Quem não já ouviu trechos do poema “José” na voz de Paulo Diniz ? Ou, quem não tropeçou em uma pedra de “No meio do caminho”?
Se estivesse fisicamente entre nós Drummond completaria 109 anos neste final de outubro. Para quem quiser “vivificar” ainda mais a saudade e as lembranças do poeta, pode acessar alguns sites e seguir de MÃOS DADAS com ele.
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